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A Medicina é boa para nós?

Atualizado: há 5 dias

Carlos Chan Cordeiro


As condições de vida, sobretudo no mundo ocidental, evoluíram bastante nos últimos anos, trazendo melhorias para a qualidade de vida das pessoas.


Contudo, trouxeram também estilos de vida pouco saudáveis. Estas mudanças têm evoluído de tal forma que, muitas vezes, nem sequer tomamos consciência da complexidade em que vivemos.


Enquanto sociedade, parecemos ter esquecido que uma pessoa é mais do que a doença no seu corpo. Quando esqueço que os seres humanos são mais do que os seus sintomas ou tratamento enquanto profissional de saúde, comprometo o meu trabalho como curador e corro o risco de causar danos, inadvertidamente.


Infelizmente, pouco ainda é feito em contrário e estes novos estilos de vida têm, cada vez mais, efeitos nefastos na nossa saúde e na qualidade de vida. Traçar um outro rumo é, assim, inadiável.


A tónica deve ser posta na promoção da saúde e na prevenção da doença.


No entanto, para as pessoas relativamente saudáveis, a medicalização da experiência humana com a consequente terapêutica farmacológica, um rótulo e um medicamento podem trazem grandes transtornos, custos enormes, e o real perigo de efeitos colaterais, às vezes mortais.


Somos todos alvos expostos aos orçamentos multimilionários da indústria farmacêutica. Precisamos "desmedicalizar" a nossa realidade. Como sempre, o desafio é sintetizar e integrar o científico e o humanístico, conhecimento e sabedoria.


Quando trabalhamos juntos, pacientes e profissionais podem ser uma força poderosa de transformação.



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